O Banco do Brasil perderá seu poder de emitir moeda, o Banco Central deixará de administrar fundos de desenvolvimento e o Banco Nacional da Habitação (BNH) assumirá a função exclusiva de promover o desenvolvimento urbano, o saneamento e transportes. Estas são as principais medidas previstas na reforma bancária parcial que o Conselho Monetário Nacional (CMN) votará amanhã. Em resumo: Banco do Brasil-- deixa de ser autoridade monetária, passando atuar como banco comercial comum, embora continue como agente do Tesouro Nacional do repasse de recursos orçamentários. No futuro, receberá depósitos do Tesouro. deixa também de administrar a conta movimento pela qual sacava recursos do Tesouro e do Banco Central, emitindo dinheiro. Essa tarefa será exclusivamente do Ministério da Fazenda e da futura Secretaria do Tesouro. Banco Central-- perde autoridade para administrar os diversos fundos de fomento, tais como o Fundo Geral para a agricultura e Indústria (FUNAGRI), Fundo Especial de Desenvolvimento Agrícola (FUNDAG) e o Fundo de Investimentos Sociais (FUNINSO). A diretoria de crédito rural será reformulada ou extinta. Banco Nacional de Habitação (BNH)-- assume a função de banco de fomento setorial, sem a responsabilidade de fiscalizar e dar assistência financeira às empresas do Sistema Financeiro de Poupança e Empréstimo. Nas áreas de desenvolvimento urbano, saneamento e transporte, atuará com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) (O Globo).