GOVERNO DIZ QUE AS PERDAS SALARIAIS CHEGARAM A 55,81%

As perdas salariais até março de 1990 chegaram a 55,81% para os trabalhadores que não receberam antecipações ou aumentos no ano passado, segundo o projeto de lei elaborado pelo governo para medir as perdas nos salários. De acordo com a minuta do projeto, os trabalhadores com data- base em janeiro, fevereiro e março não teriam direito a reposição por não terem tido perdas, conforme os cálculos do governo. O projeto cria um complexo método para calcular as perdas, que seriam repostas em quatro parcelas após a data-base de cada trabalhador. Pela proposta, os trabalhadores com data-base em abril, que tiveram a maior perda, de 55,81%, teriam direito a um reajuste de 126,3%. A proposta, elaborada pelo secretário especial de Política Econômica do Ministério da Economia, Antônio Kandir, exclui todos os funcionários públicos, inclusive os militares, da reposição. Determina, ainda, que os tribunais trabalhistas devem seguir os critérios definidos pelo governo para reposição salarial em suas sentenças. São os seguintes os reajustes para os demais meses: maio (94,48%), junho (66,05%), julho (60,26%), agosto (51,79%), setembro (42,65%), outubro (37,14%), novembro (22,91%) e dezembro (11,34%) (FSP).