A Sociedade Maranhense dos Direitos Humanos e a Comissão Pastoral da Terra (CPT) levaram ontem ao governador do Maranhão, João Alberto de Souza (PFL), a denúncia do agravamento dos conflitos pela posse da terra no estado. Segundo a denúncia, há 100 áreas de conflito no estado, abrangendo 900 mil hectares e envolvendo 7,3 mil famílias de sem-terra. O documento diz que "o Maranhão é hoje um barril de pólvora" e pede a intervenção do governo estadual junto ao INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), com o objetivo de acelerar os processos de desapropriação. Há cerca de 80 processos pendentes no órgão (JB).