O Banco Central informou ontem que a dívida externa brasileira junto aos bancos internacionais caiu, no ano passado, de US$66,45 bilhões para US$63,19 bilhões, com retração de US$3,26 bilhões. Ao final de 1989, a dívida registrada brasileira, de médio e longo prazos, fechou em US$99,28 bilhões, com queda no ano de 3,2%, decorrente da falta de dinheiro novo do exterior e conversão de parcelas da dívida em investimentos diretos. O BC informou também que 74,6% da dívida brasileira estão sujeitos a oscilações dos juros internacionais, sendo 57,1% vinculados à variação das taxas básicas do euromercado e apenas 3,1% aos juros preferenciais dos bancos norte-americanos. Por moeda, 69,5% da dívida brasileira são em dólar norte-americano. Do total de US$99,28 bilhões de dívida externa de médio e longo prazos, os empréstimos em moeda somaram, em dezembro último, US$61,08 bilhões; os financiamentos de importação, US$34,25 bilhões; a assistência do FMI (Fundo Monetário Internacional), US$2,44 bilhões; a dívida por emissão de bônus, US$1,13 bilhão; e outros créditos, US$387 milhões. De acordo com o BC, o Brasil acumulou ainda, no final de 1989, US$15,46 bilhões de dívidas não registradas de curto prazo. Assim, o país fechou o ano passado com a dívida global de US$114,74 bilhões (JC).