O ex-cabo da Marinha argentina, Claúdio Vallejos, que denunciou prisões e assassinatos de brasileiros em seu país, executado por militares argentinos com a conivência do SNI (Serviço Nacional de Informações), está preso na Polícia Federal (PF), mas não por suas acusações e sim por ser estrangeiro no Brasil, com visto de turista, porém atuando profissionalmente. Vallejos declarou que está no país há um ano e exerce a profissão de jornalista desde que deixou a Argentina, em 1982. Disse também que vivia do dinheiro que recebia vendendo suas entrevistas. A prisão de Vallejos foi pedida pelo ministro da Justiça, Paulo Brossard e deve durar 90 dias. Em seguida, ele deverá ser expulso do país. Foi aberto um inquérito que, segundo o porta-voz da Polícia Federal, tem o objetivo de averiguar apenas as condições do estrangeiro no Brasil. As denúncias do ex-cabo sobre a morte de brasileiros só serão investigadas se o delegado que preside o inquérito julgar necessário (JB).