O presidente da Associação dos Militares da Reserva (Asmir), sub-tenente Ruy Telles, divulgou manifesto em nome da categoria acusando os órgãos de informações dos ministéris militares de terem engavetado um estudo do EMFA (Estado-Maior das Forças Armadas) que dizia ter sido de 84% a defasagem salarial dos militares durante o Plano Collor. No manifesto, Ruy Telles, que é candidato a deputado distrital pelo PDS em Brasília, diz ainda que os comandantes não poderão esconder a insatisfação da classe e que os militares não querem privilégios e sim uma remuneração justa. Em estudo realizado pelos militares, em janeiro de 1989, um professor classe C da Fundação Educacional do Distrito Federal recebia NCz$800,00 de salário e um oficial NCr$1,2 mil. Em abril deste ano, este mesmo professor recebeu Cr$150 mil, enquanto o mesmo militar ganhou Cr$106 mil. O manifesto ressalta também o descaso das autoridades em relação às pensionistas, que são obrigadas a sobreviver com pouco mais de 40% daquilo que a Constituição Federal lhes garante (JB).