O governador de São Paulo, Orestes Quércia (PMDB), decidiu ontem punir os funcionários da Polícia Civil que estão em greve há quatro dias reivindicando reposição salarial de 187%. "Não farei qualquer tipo de negociação". "A greve na Polícia é inadmissível", disse. A maneira de punir os grevistas, no entanto, é um problema para a cúpula da Polícia. A Constituição permite greve de servidores públicos, desde que lei complementar regulamente as condições da paralisação. Como não existe regulamentação, o comando da Polícia pode aplicar a Lei Orgânica da Polícia, que pune as paralisações com demissão. Outro problema poderá ser desencadeado com a punição: o desgate de Luiz Antônio Fleury Filho, candidato de Quércia à sua sucessão (O Globo).