A partir de setembro, o governo terá de voltar a emitir títulos para financiar o pagamento da dívida interna em função da queda nos superávits do Tesouro Nacional. A informação é do diretor do Tesouro Nacional do Ministério da Economia, Roberto Figueiredo. Até agosto o governo terá recursos em caixa para resgatar a dívida que for vencendo. Figueiredo prevê que neste ano o governo terá economia com o pagamento de encargos da dívida interna (juros) de US$15 bilhões (Cr$825 bilhões). A previsão inicial era de gasto de US$25 bilhões com juros reais (sobre a inflação) da dívida. O Plano Collor, que bloqueou 80% desta dívida, permitirá redução do pagamento para US$10 bilhões. Outra contribuição para reduzir este pagamento é o resgate da dívida vincenda até agosto. Isto representará uma queda no estoque da dívida e dos juros que incidem sobre ela. No mês passado, o governo resgatou Cr$60 bilhões da dívida vencida. Neste mês, Figueiredo disse que o governo resgatará Cr$350 bilhões em LTNs (Letras do Tesouro Nacional) emitidas em maio, para enxugar a liquidez. Até o final do ano, vencem mensalmente entre Cr$60 bilhões e Cr$80 bilhões (FSP).