A conversão de parte da dívida externa em projetos para a preservação do meio ambiente, principalmente na Amazônia, "empolgou" entidades governamentais como o INPA (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) e não-governamentais, como a Funatura (Fundação Pró-Natureza), que desde o governo passado defendiam essa tese. A presidente da Funatura, Maria Tereza Pádua, disse que já tem prontos seis projetos ambientais que podem ser viabilizados através da conversão da dívida externa. O maior deles será a implantação, com a compra de terras, do Parque Nacional Grande Sertão Veredas, em Minas Gerais, numa área de 84 mil hectares. Esse projeto exige investimentos de US$9 milhões e seria executado em cinco anos. A Funatura também já apresentou projetos a entidades não-governamentais do exterior para implantar o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em Goiás; criar 20 santuários de vida silvestre em fazendas particulares; promover o fortalecimento institucional da própria Funatura e de mais quatro associações para a preservação do meio ambiente do centro-oeste e, ainda, um projeto para a educação e conscientização ecológica em cooperativas e agrovilas. Todos esse projetos da Funatura poderão ser viabilizados com US$25 milhões, num período de cinco anos. O INPA, atualmente, vem desenvolvendo vários projetos de preservação ambiental bancados graças a convênios com entidades internacionais, num investimento anual de US$2,5 milhões. "Se conseguíssemos US$10 milhões de conversão da dívida para projetos ecológicos já seria formidável", diz o presidente do INPA, Ângelo Santos. Segundo ele, um bom projeto do INPA, bem estruturado, pode ser concluído com US$300 mil (JB).