A ministra da Economia, Zélia Cardoso de Mello, se reúne, amanhã, com a equipe econômica do governo, a fim de debater modificações na legislação trabalhista que possam servir de parâmetros a serem seguidos pelos tribunais do trabalho no julgamento de dissídios coletivos. Uma das propostas em estudo, do economista José Pastore, da FIPE, prevê a livre negociação administrada, a fim de que as decisões dos tribunais sobre reajustes não resultem na indexação da economia. A equipe fará uma avaliação política das condições para manter a livre negociação. No caso de a proposta ser inviável, por causa da resistência do Congresso Nacional, de empresários e de trabalhadores, o governo já trabalha em outras alternativas. Uma delas é a reindexação com prazos longos, com intervalos de seis meses ou um ano para os reajustes. Outra é a definição das perdas salariais anteriores ao plano. A avaliação das perdas não significa que haverá reposição. A equipe
30560 está convicta de que houve ganhos salariais depois do plano, disse um assessor de Zélia (O Globo).