PORTUÁRIOS ENCERRAM GREVE

Pela primeira vez, desde o início da reforma administrativa, o governo admitiu estabelecer critérios para a demissão de funcionários. Ontem, representantes da Federação dos Trabalhadores Portuários, Estivadores e Avulsos firmaram um acordo com o secretário nacional dos Transportes do Ministério da Infra-estrutura, Marcelo Ribeiro, determinando em que condições ocorrerão as dispensas. Com isso, os portuários encerraram a greve que durou oito dias. Pelo acordo, só podem ser afastados do trabalho os portuários que têm tempo legal para a aposentadoria, os aposentados recontratados, os que acumulam dois empregos, os funcionários "fantasmas" e os removidos ou emprestados a outras repartições. Ficam mantidos os avulsos-- arrumadores, ensacadores, conferentes--, indispensáveis na rotina de descarga dos navios, que o governo queria demitir. O governo prorrogou o acordo coletivo de trabalho do ano passado (vencido em 31 de maio) por mais 90 dias. Em Santos (SP), o TRT (Tribunal Regional do Trabalho) julgou legal a greve dos portuários e concedeu 30% de reajuste salarial. A reivindicação dos trabalhadores era de 191% (JB) (FSP).