LUTZENBERGER ANUNCIA POLÍTICA AMBIENTAL

Durante um ato de comemoração do Dia Mundial do Meio Ambiente realizado ontem no Pantanal mato-grossense, o secretário nacional de Meio Ambiente, José Lutzenberger, anunciou os princípios ecológicos que norteará a política ambiental do governo Collor. As novas orientações têm como base a substituição do conceito de desenvolvimento a qualquer preço por uma estratégia de ecodesenvolvimento. O decálogo estabelece o seguinte: -- A política ambiental, considerada em sua globalidade, é entendida como uma preocupação planetária. =-- a preocupação Ambiental é prioridade do Governo e substitui O conceito de desenvolvimento a qualquer preço por uma estratégia de ecodesenvolvimento. -- Todo cidadão brasileiro, individualmente ou através de suas formas de organização, deve assumir o papel de guardião do ambiente natural. -- Em todos os projetos devem ser adotadas as maiores garantias, ponderando-se os danos e os benefícios, de modo que a saúde e a integridade ambiental fiquem garantidas como bem inalienável de toda a sociedade. =-- O país buscará e pesquisará a tecnologia adequada ao Meio Ambiente Em todos os seus projetos de produção, especialmente os relacionados com a geração de energia elétrica. =-- se estabelecerá um amplo programa de educação Ambiental Em todos os níveis de ensino, a fim de compatibilizar as ações do ser humano com o meio ambiente. -- O saneamento básico, a poluição sonora, a contaminação do ar e das águas, o esgoto, o transporte, o processamento e destino final do lixo e outros resíduos merecerão atenção especial, tendo em conta a melhoria da qualidade de vida das populações urbanas. =-- as práticas agrícolas deverão dar prioridade aos métodos orgânicos da agricultura regenerativa. A biotecnologia terá orientação ecológica e social e dela não poderão se apropriar as corporações nacionais ou transnacionais. -- Os diversos ecossistemas do país deverão ser protegidos, cada um dentro de sua individualidade. -- Terá prioridade a delimitação das zonas ecológicas-econômicas, como forma de promover a ordenação do território com base de sustentação em seus recursos naturais (O Globo).