A greve dos bóias-frias da região de Ribeirão Preto (SP) começou a perder adesões, ontem, e as usinas iniciaram o cadastramento de trabalhadores desempregados de outros setores para o corte da cana, que em algumas cidades está interrompido há 30 dias. Depois de anunciarem a demissão dos 50 mil grevistas-- número que caiu para 42 mil, ontem, sengundo os sindicatos-- a partir desta semana, substituindo-os por bóias- frias do norte e nordeste, as empresas resolveram abrir inscrições apenas para os desempregados da construção civil, e para metalúrgicos, marceneiros e carpinteiros. Em comunicado oficial, as usinas e destilarias anunciaram a decisão de substituir os grevistas por desempregados que já passaram pelo setor, "como já ocorreu em outras épocas", e reafirmaram a proposta de aumentar os salários em 15%, bem abaixo dos índices entre 100% e 200% reivindicados pelos sindicatos (O ESP).