Os portuários decidiram ontem manter a greve nacional iniciada no último dia primeiro e recusaram a proposta de acordo apresentada pelo governo. O trabalhadores querem um prazo de 90 dias para que a comissão criada para estudar alterações na legislação portuária apresente o projeto que será submetido ao Congresso Nacional-- o governo propôs 30 dias. Eles querem também a prorrogação dos acordos salariais vigentes por tempo indeterminado-- o governo concorda em prorrogá-los por 90 dias. Além disso, os trabalhadores querem a suspensão de todas as demissões no setor, inclusive da PORTOBRÁS, empresa extinta pelo governo. Segundo a CODESP (Companhia Docas do Estado de São Paulo), os prejuízos nos portos administrados pela empresa somam US$4 milhões desde o início da paralisação. No Rio de Janeiro, de acordo com a CDRJ (Companhia Docas do Rio de Janeiro), o prejuízo diário soma Cr$40 milhões (O Globo) (JC).