O orçamento deste ano do IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis)-- Cr$5,8 bilhões-- não é suficiente para fiscalização de todas as áreas de preservação ambiental do país. O dinheiro disponível será destinado prioritariamente à Amazônia, em detrimento de regiões como o Cerrado, Pantanal e Mata Atlântica. Essas áreas serão alvo apenas de "ações pontuais" esporádicas de fiscalização. As informações são do diretor de recursos naturais do órgão, José Carlos Carvalho. Para estender a fiscalização a todas as regiões do país, o secretário do Meio Ambiente, José Lutzenberger, está negociando com o Ministério da Economia uma suplementação orçamentária de Cr$4,3 bilhões. Além disso, ele está propondo um remanejamento entre seus seis mil funcionários para as atividades de fiscalização e pesquisa, dentro da reforma administrativa (FSP).