O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Luiz Antônio Medeiros, ameaça com paralisações as empresas que se recuperaram dos efeitos do Plano Collor e não aceitam conceder reajustes salariais, mas não apóia a greve geral marcada para o dia 12 pela CUT (Central Única dos Trabalhadores) e a CGT (Confederação Geral dos Trabalhadores). "Só concordo se o Congresso Nacional não aprovar uma lei salarial ou o governo e empresários se recusarem a adotar a idéia do contrato coletivo de trabalho", disse. A estratégia de Medeiros de promover mobilizações nas fábricas obteve em uma semana os primeiros resultados: 25 mil dos 370 mil trabalhadores da categoria (6,75%) já estão recebendo reajustes de salários entre 3,29% e 60%, concedidos por 120 empresas. Na média, os reajustes são de 20%. "Vou conseguir aumento salarial para 75 mil metalúrgicos até o próximo dia oito", promete (JB) (FSP).