Em documento oficial, a empresa operadora da usina nuclear Angra 1, em Angra dos Reis (RJ), FURNAS-Centrais Elétricas S/A, admite que o plano de emergência para proteção da população em caso de acidente não abrange toda a área que poderia ser atingida pelo material radioativo. O documento afirma que determinados ventos da região podem transportar a pluma radioativa liberada de Angra 1 para a atmosfera, por um eventual acidente, a uma distância de até 210 quilômetros. Apesar disso, o plano de emergência só prevê ações para uma área delimitada por um raio de no máximo 15 quilômetros. O diretor-executivo da CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear), Anselmo Paschoa, diz que a probabilidade de o material radioativo ser impulsionado até uma distância de 210 quilômetros é "muito baixa, mas existe". Ele reconhece que o plano de emergência deveria prever essa possibilidade, "embora seja muito remota", e diz que ele está sendo reformulado. "A idéia é substituí-lo por um muito mais avançado", afirma (FSP).