Segundo pesquisa realizada no ano passado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e pelo INAN (Instituto Nacional de Alimentação e Nutrição), 30% das crianças brasileiras até cinco anos são desnutridas. Há 15 anos, a desnutrição no Brasil atingia 46% desta faixa etária. Mesmo assim, a taxa de 30% é duas vezes maior que o considerado tolerável pela OMS (Organização Mundial de Saúde). A situação é mais grave na região nordeste, onde metade da população infantil está abaixo do peso médio para sua idade. Os programas de suplementação alimentar criados pelo governo não atingem os mais necessitados. Os programas deveriam atender cerca de 850 mil gestantes, número igual de mulheres que estão amamentando e 13 milhões de menores. Mas a pesquisa constatou que o número de menores inscritos em pelo menos um programa de alimentação é de 4,4 milhões, enquanto as grávidas não passam de 180 mil. Além disso, apenas 25% das crianças de até dois anos atendidas pelos programas pertencem a famílias que recebem até dois salários-mínimos (JB).