Ao lançar ontem o programa de resgate do menor carente, o presidente Fernando Collor deu os números da estatística sobre a infância no Brasil, um contingente de 65 milhões de crianças e adolescentes com idade até 19 anos. São eles: mortalidade-- morrem anualmente no Brasil 250 mil crianças antes de completar o primeiro ano de vida. Destas, a metade não sobrevive ao primeiro ano; pré-natal-- em razão das precárias condições de assistência pré-natal e ao parto, registram-se 120 casos de mortalidade em cada 100 mil nascimentos; internações-- do total de internações na rede da Previdência Social, 30% correspondem a crianças com menos de dois anos; desnutrição-- uma em cada quatro crianças sofre de desnutrição que leva a deficiências mentais irreversíveis; saneamento-- 61% das crianças na faixa de um a quatro anos moram em ambientes que não oferecem sequer saneamento básico. No nordeste, esse percentual atinge 85%; escolaridade-- um contingente superior a quatro milhões de crianças com idade entre sete e 14 anos está fora das salas de aula. De cada 100 matriculados na 1a. série, apenas 18 chegam ao final do 1o. grau; analfabetismo-- entre os sete e 14 anos, a taxa nacional de analfabetismo é de 28%. No nordeste, esse percentual sobe para 51%; trabalho-- do contingente de crianças que abandonam os estudos para ingressar prematuramente no mercado de trabalho, 26% pertencem a famílias com renda de até 1/4 do salário-mínimo; família-- nas grandes metrópoles, cerca de 4% das crianças não moram com a mãe. Traduzindo em números, esse percentual, em São Paulo, por exemplo, equivale a 200 mil menores (JB).