O governo não vai mais financiar imóveis para a classe média com recursos próprios ou do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), que ficarão destinados apenas aos imóveis considerados de cunho social, na faixa de renda de até cinco salários-mínimos. A classe média terá que conviver com as regras de mercado e com a poupança voluntária se pretender comprar um imóvel. As informações foram dadas ontem, no Rio de Janeiro, pelo secretário nacional da Habitação do Ministério da Ação Social, Ramon Arnús Filho. Segundo ele, o governo decidiu ter como meta prioritária o seguimento da população até cinco salários-mínimos, para o qual pretende construir 3,6 milhões de casas populares em cinco anos. Esse programa prevê um total de US$22 bilhões (cerca de Cr$1,21 trilhão) em investimentos, sendo US$18 bilhões em recursos orçamentários, com o restante oriundo na sua maior parte do FGTS. Ramon Arnús Filho anunciou também uma reformulação no SFH (Sistema Financeiro da Habitação), para permitir que ele ofereça condições e regras capazes de atrair recursos externos para a produção e financiamento de imóveis destinados à classe média (FSP).