A nomeação do ex-governador do Ceará e coronel da reserva Adauto Bezerra para a SUDENE (Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste), indicado pelo presidente Fernando Collor, não só contrariou lideranças políticas que apóiam o governo federal-- entre eles o líder do PFL na Câmara dos Deputados, Ricardo Fiúza-- como criou um fato inusitado: o ex-governador tem financiamento de US$21,1 milhões do FINOR (Fundo de Investimento do Nordeste), administrado pela SUDENE, para dois projetos industriais. Como ainda estão em fase de construção, embora funcionando precariamente, as indústrias continuam sujeitas à fiscalização da SUDENE. Ou seja, o ex- governador passa a dirigir uma autarquia que é sua devedora (JB).