Ao dar posse no último dia 28 à nova diretoria da CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos), o secretário nacional de Transportes do Ministério da Infra-estrutura, Marcelo Ribeiro, conduziu ao cargo de diretora financeira uma funcionária "fantasma"-- Maria Luiza Albuquerque e Silva. A denúncia consta de dossiê divulgado pelos funcionários da RFFSA (Rede Ferroviária Federal S/A). Segundo o dossiê, Maria Luiza foi "apadrinhada" pelo próprio presidente Fernando Collor, quando ainda era governador de Alagoas. Em 22 de junho de 1987, Collor pediu, por telegrama, "valiosa atenção no sentido de estudar situação da servidora Maria Luiza Albuquerque, filha de um auxiliar do governo, atualmente exercendo cargo de comissão". O dossiê diz ainda que, pouco antes, o então presidente da CBTU, Américo Maior de Vasconcelos, também recebeu telegrama do senador José Ignácio Ferreira, atual líder do governo no Congresso Nacional, pedindo por Maria Luiza, "esposa do companheiro e delegado regional do PMDB de Alagoas e filha do procurador do estado". Ao tomar conhecimento das denúncias, o secretário Marcelo Ribeiro garantiu que são acusações falsas. Segundo ele, os documentos anexados ao dossiê "são forjados" (JB).