O secretário de Administração, João Santana, vai detalhar hoje ao presidente Fernando Collor onde serão demitidos os quase 69 mil funcionários só da administração direta. A relação conterá também o afastamento dos funcionários que serão postos em disponibilidade e os ministérios mais afetados serão os da Educação (51.150, contando as dispensas na rede de universidades federais) e da Saúde (51.494, incluindo mais de 37.000 no INAMPS). O menor corte acontecerá no Itamaraty (779). Na contabilidade feita por Santana há outras informações: os três ministérios militares cortarão quase 14 mil funcionários e na rubrica destinada à recém-criada SAE (Secretaria de Assuntos Estratégicos), que incorpora o extinto SNI (Serviço Nacional de Informações) e a CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear), estão previstas 2.066 dispensas. Além dos cortes já anunciados para as grandes empresas estatais, Santana discrimina outros em autarquias e fundações. Na FIOCRUZ (Fundação Oswaldo Cruz) serão afastados 1.131. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) terá que fazer 4.136 demissões e a Fundação Roquete Pinto, que controla a TVE e a Rádio MEC, 1.071 (JB).