O engenheiro Francisco Mário Chiesa renunciou ontem ao cargo de presidente da RFFSA (Rede Ferroviária Federal S/A). Ele disse ter "profundas divergências" com as orientações do Ministério da Infra-estrutura, "no tocante à política de pessoal". A crise na RFFSA começou quando o governo exigiu a demissão de 10.900 dos 59.284 funcionários da estatal, o que significaria corte de 18% na folha de pagamento. O presidente interino do Sindicato dos Ferroviários do Rio de Janeiro, Nilton Feliciano de Barros, afirmou que cerca de 70% dos 83 mil ferroviários em todo o país aderiram à greve iniciada ontem. Segundo a RFFSA, o transporte de passageiros em Natal (RN), João Pessoa (PB) e entre Rio de Janeiro e São Paulo foi paralisado. Também os ferroviários de São Paulo, da Bahia e do Rio Grande do Sul-- onde os metroviários também entraram em greve por melhores salários e estabilidade no emprego-- estão em greve. Em outras regiões houve paralisações parciais. Os ferroviários reivindicam a não demissão e reajuste salarial de 150% nas horas extras, além de tíquetes refeição, creches para os filhos e cesta básica (FSP) (GM).