O grupo de bispos do norte do Brasil que esteve no Vaticano com o papa João Paulo 2o., lançou ontem, em Assis (Itália), uma denúncia sobre a destruição da Amazônia e do homem amazônico-- o índio e o seringueiro. Destruir a terra é destruir os filhos da terra é o título do documento de 26 pontos lançado pelos bispos numa cerimônia pública naquela cidade. Assinado por 15 bispos, o documento é um protesto contra os "semeadores da morte na Amazônia" e um pedido de socorro para impedir a destruição da Amazônia. Os bispos citam dados concretos: são 10 milhões de árvores de madeira de lei abatidas a cada ano, milhões de seringueiras e castanheiras destruídas sem que haja qualquer plano sério de replantio que impeça a eliminação de toda a fonte de vida para milhares de famílias. Tal situação leva os bispos a afirmar que a devastação e a depredação da Amazônia chegaram a dimensões alarmantes (JB).