SBF QUER FISCALIZAÇÃO SOBRE O PROGRAMA NUCLEAR PARALELO

A Sociedade Brasileira de Física (SBF) encaminhará hoje ao Congresso Nacional um documento em que propõe a supervisão obrigatória do Poder Legislativo sobre o programa nuclear paralelo, desenvolvido pelas Forças Armadas. Os físicos manifestam preocupação com a possibilidade de o país já haver desenvolvido tecnologia e instalações suficientes para a produção da bomba atômica, fora das salvaguardas nacionais. No documento, eles chamam a atenção para a questão do enriquecimento do urânio, executado pelo Centro Experimental de Aramar, da Marinha, em Iperó (SP), que demonstraria "a viabilidade técnica para a produção secreta de urânio com grau de enriquecimento suficientemente alto para produzir um artefato nuclear" (O ESP).