O presidente do Movimento de Mobilização pela Compra dos Imóveis Funcionais, João Gonçalves Vieira, afirmou ontem, em Brasília, que os funcionários públicos não vão deixar os imóveis funcionais. Segundo ele, caso o decreto que vai regulamentar a venda dos imóveis não dê condições para o funcionalismo adquirir os apartamentos, os funcionários vão à Justiça "para permanecer nos imóveis o maior tempo possível". Pela lei do inquilinato, "vamos conseguir permanecer mais quatro anos". A proposta da entidade, que tem 1.650 funcionários cadastrados, é de que a venda dos imóveis seja através de contrato de promessa de compra e venda. Por esse instrumento, os funcionários poderiam comprar os imóveis diretamente do governo, sem financiamento do SFH (Sistema Financeiro da Habitação) e pagando uma porcentagem do salário (FSP).