Uma nova terapia contra AIDS, aplicada em 101 pacientes no Quênia, está provocando polêmica entre cientistas, pois resultou, segundo médicos do Instituto de Pesquisas Médicas do Quênia, na cura de alguns casos, com eliminação completa do vírus e, na maioria deles, o desaparecimento dos sintomas da doença. Pesquisadores norte-americanos mais céticos levantam a hipótese de as experiências não terem sido conduzidas com rigor ou mesmo terem se baseado em pacientes que nunca estiveram realmente com AIDS. O tratamento é baseado num coquetel de drogas antivirais naturalmente presentes no organismo, os interferons. Elas foram descobertas na década de 50, mas nunca puderam ser testadas de maneira eficiente, porque são produzidas em quantidade infinitesimais no organismo. A droga, no coquetel, em todas suas variantes usadas pode agora ser fabricada em larga escala por engenharia genética. No tratamento usado na África foram usadas nove variantes do interferon alfa, aplicados em doses muito pequenas na forma de uma pastilha que é dissolvida lentamente na boca (O ESP).