O presidente da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), Roberto Procópio Lima Netto, garantiu que não vai usar violência para desalojar os operários que prometem ocupar a usina hoje e desativar quase todos os seus setores de produção, em Volta Redonda (RJ). "Se a CSN fechar que fique bem claro que na tumba deve estar assinado o nome da CUT", afirmou Lima Netto, referindo-se à Central Única dos Trabalhadores. Os operários querem o controle da produção para discutir com a empresa as três mil demissões dos últimos 10 dias, a licença remunerada de mais dois mil a partir de hoje e a intenção do governo de privatizar a empresa. A CSN tem uma dívida de quase US$2,5 bilhões (JB).