A taxa de desemprego em março foi de 4,04% do total de pessoas economicamente ativas com mais de 15 anos de idade, informou ontem o IBGE. Segundo a pesquisa, foram demitidas em março cerca de 146,2 mil pessoas no setor privado, a maioria (66 mil) na construção civil. Em fevereiro, o índice de desemprego ficou em 3,24%. O levantamento do IBGE também constatou aumento no número de trabalhadores que recebiam menos de um salário-mínimo em março. De 3,24% em fevereiro, a proporção entre as pessoas que estavam ocupadas e que ganhavam menos de um mínimo em março subiu para 3,4%. Elevou-se, ainda, a taxa dos que percebiam de um a menos de dois salários-- de 14,34% em fevereiro para 16,23% do total de empregados em março. Na indústria de transformação, a taxa de desemprego subiu de 4,26% para 5% em março. No comércio, o desemprego passou de 3,96% para 4,59%, com 7 mil pessoas dispensadas. O segundo setor que mais demitiu depois da construção civil foi o de serviços-- bancos, em sua maioria--, com mais de 18 mil dispensas. A pesquisa mensal de emprego do IBGE é feita em seis regiões metropolitanas do país: Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Recife, Belo Horizonte e Salvador. No Rio de Janeiro, a taxa de desemprego subiu de 2,59% para 3,5% em março-- acima do índice registrado em igual mês do ano passado (3,21%). Em São Paulo, a taxa passou de 3,55% para 4,08% (4,45% em março do ano passado). A taxa mais elevada foi a de Recife (5,96%). Caiu também a proporção de trabalhadores com carteira assinada na população ocupada, que ficou em 58,89% em março contra 59,12% em fevereiro e 57,79% de março de 1989 (FSP).