O presidente Fernando Collor de Mello determinou ao ministro da Educação, Carlos Chiarelli, o corte de recursos para as universidades, a fim de forçá-las a demitir funcionários-- o governo quer uma diminuição de 42 mil nas universidades federais. Essa decisão será comunicada dia 14, em Brasília, quando os reitores se encontram com Chiarelli e o secretário da Administração, João Santana. O presidente e seus assessores estão convencidos de que as universidades serão um dos "principais" obstáculos para que se alcance a meta de 300 mil demissões fixada pelo governo. Os reitores são contrários às demissões, alegando que haveria interrupção de cursos e pesquisas. E dispõem de um instrumento para impedi-las: a autonomia universitária garantida por lei. O governo está certo de que esse instrumento será plenamente usado (FSP).