O BIRD (Banco Mundial) está mudando a ênfase de seus programas de financiamento aos países em desenvolvimento de renda média. Se antes esses esquemas eram basicamente voltados para a infra-estrutura-- montando projetos de irrigação, educação e saúde, telecomunicações, abastecimento de água e esgotos, transportes--, hoje o Banco está envolvendo-se de forma crescente, como explicou o vice-presidente do BIRD, Wilfried Thalwitz, ontem, em Washington (EUA), na condução do que ele chama de "mudanças sistêmicas", nos países onde opera. Em outras palavras, o BIRD pretende participar da formação-- tanto nos países da Europa e do Leste quanto nos países em desvolvimento engajados em programas de estabilidade econômica-- de um setor privado mais forte ou mais eficiente. A proporção de projetos de infra-estrutura em relação ao total de recursos emprestados pelo Banco diminuiu nos últimos anos, dando lugar a um número maior de projetos de apoio a políticas econômicas que tratem de projetos setoriais como: reforma do sistema financeiro, estrutura de comércio exterior e privatização. Nos anos 60, os projetos de infra- estrutura tomavam cerca de 75% dos recursos totais e, nos anos 80, entre 1985 e 1987, por exemplo, essa proporção reduziu-se para 54,2% (GM).