A ministra da Economia, Zélia Cardoso de Mello, anunciou ontem, em Washington (EUA), que o governo intensificará, agora, as medidas de redução das despesas administrativas, dando início à segunda parte do Plano Collor. Depois de participar, durante dois dias, da reunião do FMI (Fundo Monetário Internacional), durante a qual acertou a vinda de uma missão do Fundo ao Brasil na primeira quinzena de junho, a ministra indicou que chegou a hora de o governo fazer sacrifícios semelhantes ao que impôs à sociedade para controlar a inflação. A ministra disse que "a segunda parte do plano é a redução das despesas, que começou com os itens mais aparentes, como a venda de imóveis e carros (do governo)", e continuará agora "com a redução de despesas, a colocação em disponibilidade de um número expressivo de funcionários públicos e, finalmente, será complementada com a venda de ativos". A alienação de ativos, segundo ela, não se dará apenas através do programa de privatização, cuja implementação será iniciada imediatamente, mas também com "a venda de ativos da União, a reforma patrimonial da União" (JC).