O presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Eduardo Modiano, anunciou ontem, no Rio de Janeiro, uma reforma patrimonial e outra administrativa na instituição. Até junho deve sair o edital para o leilão do edifício-sede em Brasília, de 22 lotes nos Lagos Norte e Sul e na Península dos Ministros, outros cinco terrenos em pontos diversos de Brasília, um andar de um edifício na Avenida Paulista (São Paulo) e mais alguns imóveis no Rio de Janeiro e Recife (PE), além de 21 carros, gerando a arrecadação de Cr$1 bilhão para os cofres do banco. Modiano disse ainda que foram eliminados 21 cargos executivos no BNDES. Na BNDESPar (subsidiária do banco), ficam extintas duas diretorias, quatro superintendências e mais 11 cargos. Ao todo foram demitidos 76 funcionários. Eduardo Modiano disse ainda que o BNDES fará uma ofensiva para tentar receber, dos seus clientes devedores, cerca de US$1 bilhão (Cr$80 bilhões pelo câmbio paralelo) relativos a créditos vencidos (JB) (O Globo).