A CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) demitiu ontem cerca de 1,5 mil funcionários dos 2,1 mil que atuam em sua unidade carbonífera de Criciúma (SC), dando início ao processo de extinção da empresa. A previsão é que sejam demitidos seis mil trabalhadores, em toda a CSN. Os demitidos receberam o aviso prévio ontem. O governador de Santa Catarina, Casildo Maldaner, tentou, em vão, um contato com o presidente da CSN, Procópio Lima, e com o ministro da Infra-estrutura, Ozires Silva. Criciúma está à beira da convulsão social, disse o presidente do Sindicato dos Mineiros, José Paulo Serafim. Caso não haja recuo na decisão de demitir, os mineiros estão dispostos a ocupar a sede e as minas da empresa, que produz sete mil toneladas de carvão bruto por dia e é considerada rentável (JB).