O presidente da NUCLEBRÁS (Empresa Brasileira de Energia Nuclear), Licínio Seabra, disse, ontem, ao depor na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) das estatais, no Senado Federal, que o argumento da paralisação da construção das usinas de Angra II e III, para evitar acidentes e proteger a população vizinha, poderá inviabilizar todo o Programa Nuclear Brasileiro, pois, se for aceita a condição de só construir usinas em áreas desertas, "praticamente não haverá lugar para instalá-las". Seabra disse que a escolha do local de uma usina nuclear é assunto polêmico, mas afirmou "que uma unidade do padrão tecnológico de Angra II e III tem elevado nível de confiabilidade, com probabilidade bastante pequena de acidente grave" (O ESP).