O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Volta Redonda (RJ), Wagner Barcelos, disse ontem que concorda com a necessidade de saneamento da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), mas questiona as demissões e a privatização da empresa. "A empresa pode ser enxugada, por exemplo, cortando os militares, mais de 300 coronéis, majores e capitães do setor de segurança", sugeriu. "Eles ganham muito e não fazem absolutamente nada". Barcelos citou ainda "o pessoal da administração, com salários altos e improdutivos". Ele defendeu também a atualização dos preços dos produtos vendidos pela CSN, "que estão abaixo do mercado". Afirmou que, dos US$250 milhões faturados pela companhia de outubro de 1989 a fevereiro de 1990, 35% foram para despesas, incluindo a folha de pagamento e o restaurante. "Os outros 65% foram usados para o pagamento de juros da dívida" (O ESP).