META DE PRIVATIZAÇÃO EM 90 NÃO SERÁ CUMPRIDA

A privatização de empresas estatais não renderá este ano ao governo os US$8,750 bilhões previstos no Plano Collor. A equipe econômica do governo sabe que não será possível vender empresas de grande porte que gerem esta receita até o final do ano. A saída encontrada foi antecipar estes recursos, necessários para zerar o déficit público, obrigando os bancos, entidades de previdência privada e seguradoras a comprar Certificados de Privatização (CPs). A arrecadação desses recursos faz parte do programa de ajuste fiscal que a ministra da Economia, Zélia Cardoso de Mello, apresenta informalmente ao FMI (Fundo Monetário Internacional) e BIRD (Banco Mundial) neste fim-de-semana, em Washington (EUA). Eles representam 2,5% do PIB (Produto Interno Bruto). O ajuste programado é de 10% do PIB, o equivalente a US$35 bilhões. Ele permitirá um superávit nas contas públicas de US$7 bilhões (2% do PIB), caso seja cumprido (FSP).