A indústria fluminense registrou em abril um nível crescente de desemprego. Pesquisa realizada pela FIRJAN (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) envolvendo um universo de 421 empresas, representando 40% da força de trabalho do estado constatou um aumento de desempregados entre março e abril. No primeiro levantamento, realizado em março, 13% das empresas tinham demitido 8.081 funcionários. Em abril esse número passou para 17.296 funcionários, com 36% das empresas demitindo. A pesquisa se limita exclusivamente à indústria de transformação, deixando de considerar as oscilações registradas na construção civil, industria extrativa e de serviços públicos, as duas primeiras bastantes atingidas pelo Plano Collor. Mesmo apontando para um aumento do desemprego como um dos mais claros sinais de permanência do quadro recessivo, a pesquisa da FIRJAN registra também os primeiros sinais de abrandamento na queda da produção industrial: 42% das empresas consultadas declararam que a produção se encontra num nível maior ou igual ao do mês de março. Além disso, o número de empresas com produção superior à de março (17%) indica que o aumento da demanda já se reflete nos segmentos industriais mais próximos da ponta do consumo, e que tais reflexos atingem empresas de todos os portes (JB).