O governo recorrerá à iniciativa privada para fazer a reforma agrária. O ministro da Agricultura, Antônio Cabrera, anunciou ontem, em Uberaba (MG), que contratará empresas particulares para assentarem famílias no campo, a partir de agosto, nos moldes da reforma realizada há 20 anos no Chile. Ele estima que os recursos necessários para realizar a meta de assentar 500 mil famílias, durante sua gestão, fiquem entre US$5 bilhões e US$7,5 bilhões. Cabrera explicou que cada lote-padrão terá 50 hectares e um custo entre US$10 mil e US$15 mil, dependendo da região. O ministro disse também que os assentamentos serão feitos com o apoio da estrutura das cooperativas agrárias, para evitar que cada agricultor assentado cultive a terra à sua maneira e, assim, cause danos ao meio ambiente. O presidente da UDR (União Democrática Ruralista), Nagib Abud Filho, elogiou a iniciativa mas observou que "reforma agrária não é só desapropriar e dividir terras". "São necessários recursos", disse (O Globo) (GM).