O Conagri (Conselho Nacional de Agricultura), criado pelo governo para
29730 administrar a política agrícola nacional, herdou uma máquina pesada e
29730 corrupta. Um relatório sigiloso entregue em setembro do ano passado pelo delegado Romeu Tuma, diretor-geral da Polícia Federal, ao então presidente José Sarney, com todos os atos ilegais praticados no governo, já identificava as extintas Companhia Brasileira de Alimentos (Cobal), Companhia de Financiamento da Produção (CFP) e a Companhia Brasileira de Armazéns (CIBRAZEM) como algumas das empresas que mais tiveram inquéritos para apurar irregularidades. No relatório foram enumerados dezenas de inquéritos de suborno, desvio de mercadorias, pagamento de propinas e intermediação na liberação de verbas nas três empresas, sendo 27 inquéritos apenas na COBAL, recordista de irregularidades. Somando juntas cerca de 11 mil servidores em todo o país, as três empresas herdadas pelo Conagri não conseguem desde 1987 fechar suas contas devido às irregularidades constatadas em inspeções do TCU (Tribunal de Contas da União). Permanecem pendentes no tribunal dois processos para cada empresa, denunciando irregularidades em suas administrações (JB).