Três mil cartazes reivindicando a legalização do aborto estão sendo colocados esta semana junto a hospitais e nas ruas mais movimentadas de Porto Alegre (RS), numa iniciativa de 10 associações femininas gaúchas. A campanha foi iniciada após a morte da bancária Maria Helena Almeida Guterres, de 30 anos, vítima de perfuração do útero no dia quatro de abril último. Segundo uma das líderes do movimento, Ellenara Iabel, do Centro Autônomo de Estudos sobre a Mulher, a campanha visa pressionar o Congresso Nacional a aprovar a lei sobre a legalidade do aborto, que não foi apreciada durante a Constituinte. "Aborto é a alternativa para mulheres que não querem ou não podem ter filhos e têm direito a uma cauterização com garantia" (JC).