Os liquidantes das empresas e órgãos públicos extintos pela reforma administrativa do governo não têm recursos para realizar as demissões de funcionários no prazo exigido pela Secretaria de Administração. No BNCC, por exemplo, o governo terá de gastar Cr$3,79 bilhões para pagar as indenizações e encargos funcionais dos 1.187 servidores que vai demitir. Na Fundação Educar, o custo é de Cr$76 milhões para demitir 270 pessoas. A PORTOBRÁS terá que pagar Cr$643 milhões para indenizar seus servidores. O secretário da Administração, João Santana, enviou no último dia 24 um telex aos liquidantes exigindo, em 24 horas, uma lista com os nomes dos funcionários demissíveis de cada órgão e dando prazo de 72 horas para que fosse levantado o custo para a indenização das demissões. O secretário João Santana está tentando convencer o Ministério da Economia a liberar verbas para as empresas extintas, mas até ontem não tinha conseguido (FSP).