Ao enviar para o Congresso Nacional a Medida Provisória 180, que regula
29551 os poderes da ministra da Economia, Zélia Cardoso de Mello, em relação
29551 aos prazos e limites de saque do dinheiro bloqueado pela reforma
29551 monetária, o governo pode ter cometido grave erro político. O líder na Câmara, deputado Renan Calheiros, alertou ontem o presidente Fernando Collor sobre a Inoportunidade" da Medida 180, que reabre a discussão sobre a caderneta de poupança e, de novo, dá oportunidade à oposição de alterar o que o governo considera a espinha dorsal do plano econômico. Por causa disso, cogitou-se de sua revogação. O mais provável é que as bancadas governistas não dêem quórum para votação e a Medida 180 perca o prazo de validade e não seja reeditada pelo governo. A medida provisória deve ser votada no prazo de 30 dias após a edição. Se, nesse período, o Congresso votar contra, a medida é revogada. Se não votar, o governo pode reeditar a medida e o prazo de 30 dias é renovado (JB).