A proposta feita pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) de suspensão, até 10 de maio, de demissões e reduções de jornadas de trabalho, foi recusada ontem pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), que, segundo Roberto Della Manna, coordenador da área sindical da entidade, consultou 120 sindicatos patronais e decidiu propor a formação de comissão para estudar "alternativas capazes de assegurar a reativação da economia". De acordo com Della Manna, os sindicatos consultados pela FIESP rejeitaram a proposta por considerá-la uma ingerência nas empresas, que, eventualmente, terão de adotar atitudes como as demissões. Além da trégua proposta pela CUT nas demissões, outro aspecto influiu na negativa: a abertura, pedida pelos sindicalistas, da contabilidade das empresas, para verificar a real situação de cada indústria após o Plano Collor. Abrir os livros e as contas das empresas para comissões de trabalhadores sempre foi considerado um tabu na FIESP (JB).