A Central Única dos Trabalhadores (CUT) apresentou ontem à FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) uma proposta de trégua até o dia 10 de maio, período no qual as empresas suspenderiam as decisões de reduzir jornada de trabalho e salários e de demitir. A resposta da FIESP será conhecida hoje. Para o presidente da CUT, Jair Meneghelli, que liderou representantes de nove sindicatos na reunião de ontem, a redução da jornada de trabalho neste momento só servirá para aprofundar a recessão. Roberto Della Manna, coordenador do Grupo 19 da FIESP, comandou 24 empresários de 16 setores no encontro e garantiu: "Tenho certeza de que a nossa resposta não será um simples não". O ministro do Trabalho e Previdência Social, Rogério Magri, admitiu ontem que o desemprego já é uma ameaça. Ele disse: "Precisamos colocar o país para trabalhar e afastar o fantasma do desemprego". Os pequenos empresários pediram ao ministro linhas especiais de crédito (O ESP).