O IBGE foi encarregado pelo Ministério da Economia de produzir dois novos índices de inflação para servir de base à prefixação mensal de salários e preços. Os novos índices, entretanto, estão esbarrando num problema técnico quanto à inclusão dos reajustes de aluguel na apuração da variação dos preços. O problema é que como os aluguéis têm periodicidade mínima por quadrimestre inevitavelmente os primeiros índices a serem produzidos deverão embutir algum tipo de expurgo para evitar resíduos da inflação anterior ao Plano Collor. Somente no dia 15 de maio o IBGE terá condições de divulgar o primeiro índice, que vai medir a variação dos preços do dia 30 de março em relação a 30 de abril. Esse índice, cujo nome ainda não foi escolhido, servirá de base para a prefixação dos reajustes salariais de maio. Até o início de abril, o problema dos aluguéis tem que estar resolvido e a metodologia do novo índice deverá sair através de portaria do Ministério da Economia, segundo expectativa do presidente do IBGE, Eduardo Augusto Guimarães, empossado no cargo anteontem pela ministra Zélia Cardoso de Mello. O índice que irá servir de base à fixação do teto para os aumentos de preços só será divulgado no dia 1o. de junho e também vai reajustar o BTN mensal. Ele será apurado pelo IBGE de forma idêntica ao índice dos salários. Só que irá medir a variação dos preços de 15 de abril com aqueles praticados em 15 de maio. No próximo dia 1o. de maio, o governo deverá divulgar o teto para os preços em maio, tomando como base informações de diversos institutos de pesquisa, a exemplo do que ocorreu com a prefixação do índice zero para os salários de abril (JB).