O ESCÂNDALO DA GOLDINVEST

A Goldinvest Indústria e Comércio de Ouro S.A., empresa acusada de contrabando e sonegação de impostos em "caixa dois", não enganava apenas a União, mas também seus clientes. No terceiro parágrafo da quarta cláusula do contrato de compra e venda de ouro, ela cobrava mais de 50% do capital empregado pelo investidor como "percentuais de custeio". O seguro de acidentes pessoais assinado pelos clientes no ato do contrato não passava de simples seguro de vida em grupo e, em caso de morte, não garantia ao investidor o ressarcimento do capital. O contrato, em letras minúsculas, tem "redação maliciosa", segundo o advogado Norval Campos Valério, defensor de lesados pela Goldinvest (JB).