Preocupada com a onda de demissões no país, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) em Minas Gerais vem orientando os sindicatos a ela filiados, representantes de categorias com data-base em abril, a adiarem por 120 dias as reivindicações salariais. A CUT recomenda ainda que não sejam feitas greves isoladas e que sejam negociadas com as empresas apenas as cláusulas de caráter social. O presidente da CUT-MG, Carlos Calazans, acredita ser impossível qualquer concessão de reajuste salarial neste momento. Mas recomendou aos sindicatos que não aceitem reduções nos salários. Atualmente, existem em Minas 180 sindicatos filiados à CUT, representantes de 1,8 milhão de empregados, sendo que os trabalhadores em construção, comércio e tecidos têm data-base em abril (O Globo).