O ex-presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) Rex Nazaré Alves, que deixou o cargo há 20 dias, desafiou ontem a Fundação Carnegie para a Paz Mundial a provar que o Brasil contrabandeou equipamentos nucleares. O Brasil jamais contrabandeou material ou equipamentos para os programas
29394 autônomos e em conjunto com a Alemanha, afirmou Rex Nazaré. O ex- presidente é um dos nomes citados pela organização americana, ligada ao Partido Democrata. A acusação da Fundação Carnegie é infundada e é seu dever apresentar
29394 provas concretas dessa acusação, disse ele. Rex Nazaré teria participado da importação sigilosa e ilegal de materiais sensíveis para o programa nuclear brasileiro. O novo presidente da CNEN, José Luiz Carvalho, também considerou absurda a denúncia da fundação, com sede em Washington, que incluiu o Brasil numa lista quíntupla de países que teriam contrabandeado material sensível dos países industrializados, apenas para seguir adiante em projetos de cunho militar totalmente à revelia de controles ou salvaguardas internacionais. Para Santana, esse tipo de denúncia faz parte de um jogo no qual o objetivo principal é o bloqueio à venda de tecnologia e equipamentos de ponta para países em desenvolvimento, como o Brasil (O ESP).